Como todos sabem, todas as regiões em Portugal tem um Je ne sais quoi de cultura porcalhota que caracteriza um tanto quanto, o imaginário erótico dos seus habitantes.
É justo dizer que este aspecto cultural, é certamente um dos mais ignorados no nosso contexto cultural, o que leva a que muitas destas tradições se venham a perder com o passar dos tempos.No entanto, é importante salientar que ainda assim algumas conseguem perdura ao longo dos anos devido à oralidade. É neste contexto que o próximo Post se insere:
Croquete Armacenense
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| Croquete Armacenense |
Em Armação de Pêra, existe um ponto cultural extremamente importante, o croquete Armacenense. Mas afinal, o que é um Croquete Armacenense, após alguma pesquisa é possível encontrar algumas referencias no google, sobre a origem desta expressão. Uma delas diz explicitamente "Chouriço na areia e depois chouriço na gruta" analisando esta expressão rapidamente se chega a conclusão que o croquete, é a constituição de chouriço + areia e que esse chouriço é então colocado numa "gruta". Para os mais inocentes (que acredito que seja o vosso caso) eu vou colocar isto de uma forma mais directa de forma a que vocês possam perceber numa primeira leitura o que na realidade é um Croquete Armacenense: "Pila na areia e depois espeta-la num paxaxão".
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| Croquete perdido no meio da gruta |
Esta expressão proveio de uma necessidade global, do pensamento que o homem tem que é o seguinte: "Como é que eu posso cobrir esta vaca, sem que ela no dia seguinte me queira ver, ou se lembre sequer que me deixou cobri-la?"para responder a esta necessidade, houve um qualquer tipo de génio que fez um serviço publico, encontrou a forma mais directa de evitar os olhares constrangedores que uma qualquer porca possa fazer depois de uma noite de rebaldaria.
Consigo imaginar, nos recantos mais sombrios da minha mente, toda a situação que levou a tal descoberta:
Zé Pincel, pescador nos anos 80, encontrava-se na praia olhando para o mar comendo um croquete e pensando como gostaria de cobrir aquelas duas irmãs da padaria sem que no dia seguinte elas lhe quisessem sequer dirigir a palavra ou tentar levar-lhe o peixe mais barato. Pensava numerosas vezes como é que ele poderia pura e simplesmente fazer o feito de come-las e elas nunca mais lhe chatearem os cornos na sua santa vida.
Subitamente, ele saltou-lhe das mãos e foi parar à areia da praia:
- Ora Fodase - pensou ele - eu que me tava a saber tão bem esta porra e tinha logo que cair ao chão...
Mas ao mesmo tempo que disse sabias palavras, lembrou-se do seguinte, "porra se eu não como isto com areia, certamente que nunca mais alguem gostaria de comer-me se visse o meu piço com um grão sequer".
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| Zé Pincel no seu dia a dia |
E assim foi, nessa noite, foi bater à padaria, agarrou nas manas, levou-as para a praia, e no meio de muitos "não pode ser" e de muitos "deixa entrar a cabecinha" lá o Zé papou as gajas.
No final, enquanto elas já se estavam a vestir, preparadas para irem pedir uns fiados no dia seguinte, este aparece com a piça rodeada de areia que nem um Rambo Camuflado preparado para o ataque.
Escusado será dizer, que ver alguém com tal figura terá levado as raparigas a pensarem duas ou três vezes na sua actividade sexual e desde esse dia que nunca mais o conseguiram olhar nos olhos. Por outro lado, Zé para alem de ter ficado com a barriguinha cheia, nunca mais teve que sentir aquele nó na garganta de quem comeu e que ficou a dever alguma coisa.



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